MESTRE

O blog do Professor Reizinho

BEM-VINDO AO BLOG DO PROFESSOR REIZINHO

Muitos dos problemas que ocorrem diariamente para aqueles que estão exercendo o cargo de Gestor ou Coordenador, são oriundos da falta de transparência na comunicação com a Equipe  e de ferramentas  eficientes de liderança.
Isso mesmo: Liderança ! Uma palavra que estávamos acostumados a ouvir apenas no mundo corporativo ,uma realidade não tão distante assim da gestão de uma Escola ou Instituição.
Afinal, quer seja em uma grande empresa, ou em uma Escola, seja ela pública, particular ou filantrópica, o fato é que existem muito mais semelhanças que diferenças. Liderar pessoas, capacitar equipes para que desenvolvam trabalho de melhor qualidade, atingir metas de aprendizagem auxiliando os alunos a superarem as suas defasagens e dificuldades, atingir a sustentabilidade, gerir recursos (físicos, financeiros, humanos), motivar, inovar, desenvolver equipe competente e cooperativa faz parte de uma realidade que a Escola ainda não está preparada para enfrentar, pois exige Lideranças capacitadas em novas estratégias de gestão.
Na nossa pesquisa pedimos que os Coordenadores, Gestores e Supervisores citassem 3 problemas que costumam enfrentar com a Equipe. Abaixo relacionamos as respostas mais citadas dentro de quatro grandes áreas:
- POSTURA DO PROFESSOR
Os problemas aqui listados referem-se a : relacionamento interpessoal ruim, conflitos equipe e alunos, falta de ética, fofocas, falta de  colaboração e união, desequilíbrio e domínio próprio, falta de proatividade, falta de compromisso, autoritarismo dos professores antigos, clima organizacional ruim.
A postura de um profissional é tudo em uma instituição. Não se trata apenas de mostrar quem você é, mas por meio das suas ações, sua fala, sua postura, mostrar também quais ferramentas e competências você traz para a instituição em que trabalha. Qualquer instituição é feita pelas pessoas que nela atua. Os resultados que uma instituição alcança são frutos das competências ou das incompetências que a equipe tem. Uma equipe de alta performance só é criada quando : a) os objetivos de ambos (equipe e instituição) estão alinhados na mesma direção,  b) cada membro traz talentos e competências que irão somar na instituição, c) há educação continuada.
- FALTA DE  EDUCAÇÃO CONTINUADA
Professores inexperientes, falta de estratégias inovadoras, não participam das ACs e HTPCs,  nunca tem tempo para realizar capacitação leitura/estudos,  falta de preparo para o uso das novas tecnologias,  uso de metodologia ultrapassada, falta de didática,  não domina conteúdo, não tem estratégias para gerenciamento efetivo da sala de aula.
Não há sombra de dúvida que quando a equipe é capacitada continuamente, tende a levar mais inovações e novas estratégias para a sala de aula contribuindo assim para que os alunos atinjam melhores resultados. De quem é a responsabilidade da educação continuada? De todos: do próprio funcionário e da instituição. Infelizmente muitos Professores não dão a devida importância para este tópico e acabam negligenciando a sua própria formação, pois raramente desenvolvem uma pesquisa, ou lêem um livro, não participam de seminários ou cursos e odeiam as Reuniões de ACs e HTPCs.
Assim, todas as colocações feitas pelos Coordenadores e Gestores reforçam que boa parte dos problemas encontrados dentro da sala de aula são decorrentes da falta de preparo do Professor.
Alerto que uma das funções do Coordenador é promover e facilitar a educação continuada de todos os funcionários da Escola.
- FALTA DE FUNCIONÁRIOS
Qual Escola já não sofreu com funcionários em número insuficiente, que  faltam ao trabalho   sem avisar, que sofrem com  constantes atrasos, onde há alta  rotatividade de professores ?
Todos os que relataram a falta de funcionários com um dos grandes problemas enfrentados pela Escola, sabem o quão difícil é ter de realizar um trabalho com a equipe desfalcada. Em uma Escola que tem 80 Professores, e em um mesmo dia faltam 10, outros 20 chegam atrasados, na maioria dos casos o Coordenador ou Diretor tem de parar tudo para “ tapar buracos” ou dispensar alunos, por falta de pessoal.
O fato é que, as pessoas tem problemas, imprevistos acontecem e funcionários faltam ou chegam atrasados, porém é preciso investigar quais são as causas, pois há desde os motivos de saúde até as “ abonadas” e o funcionário falta simplesmente porque tem o direito a isso.
O que fazer então ? Se a sua Escola não tem um Programa para combater ou minimizar o Absenteísmo, então você ficará o ano todo correndo de um lado para o outro “ apagando incêndios” e entrando na sala de aula para substituir o Professor.
Toda Escola precisa criar um Programa de Absenteísmo, ter um plano B, C e muitas vezes, por que não, até um plano D para combater este problema.
- NÃO CUMPRIMENTO DA FUNÇÃO
Equipe não cumpre prazos estabelecidos, não acreditam mais na profissão, são insubordinados, não confiam na capacidade e autoridade do Coordenador, são resistentes em cumprir normas/regras da Escola, procrastinam em cumprir com as obrigações da função.
Liderar  exige ter de desenvolver algumas competências e estratégias no trato com as pessoas e no cumprimento de metas. Saiba que liderar não é ficar correndo atrás de funcionário pedindo que  ele entregue a tarefa pronta, lembrando  para que ele cumpra com suas obrigações.
Em uma empresa qualquer funcionário que seja negligente com suas tarefas é demitido imediatamente, pois um membro da equipe que não cumpre com o serviço que lhe é designado não está contribuindo para que o objetivo maior da empresa seja atingido, sendo assim é preciso substituí-lo por outro que esteja comprometido com os resultados.
Talvez agora você esteja se perguntando “ e quando não podemos demitir o funcionário negligente” ? Caberá ao Gestor estabelecer os parâmetros de competência e capacitar esse funcionário para que possa atingí-los, e todo esse processo de treinamento de competências será registrado em documento que será anexado a Ficha Funcional.
Gerir pessoas para que elas possam se desenvolver e atingir a sua excelência não é uma tarefa fácil, porém é uma tarefa exequível e é apenas uma das muitas tarefas que cabe ao Gestor desempenhar.
E na sua Escola está ocorrendo de modo eficiente a Gestão de Pessoas ?

Esperamos que os outros sejam sempre íntegros e consistentes em suas ações para conosco. Os seus alunos e Pais também esperam isso de você.

Voltar atrás à palavra dada, descumprir uma regra, não honrar o que foi combinado ou prometido são faltas gravíssimas. O Professor estará modelando o caráter dos alunos por meio do exemplo do seu próprio caráter.

Por isso, cuidado com o seu modo de falar, talvez você mesmo esteja incitando que os alunos apresentem um linguajar grosseiro, irônico e até desrespeitoso.

Cuidado redobrado com os comentários que você faz pelos corredores e mesmo dentro da sala de aula.
É triste constatar que professores quando encontram outro colega comecem a fazer comentários nada agradáveis a respeito do Governo, do tempo, do trabalho, dos alunos e até mesmo dos Pais.

Ao fazer tais comentários estão revelando que não são confiáveis e dignos e o mais grave de tudo: perdem o respeito de quem está ouvindo.

Por isso, não importa se você é Professor do Ensino Infantil ou do Ensino Médio: seja íntegro nas suas ações e no seu linguajar, tenha sempre atitudes irrepreensíveis.

Crie as regras na sua sala de aula e cumpra-as. Jamais favoreça esse ou aquele aluno, jamais tome partido, procure ser justa , nunca use de retaliações, seja consistente sempre.


Quer compartilhar os nossos textos e dicas com os seus amigos Educadores? ou na Reunião Pedagógica com os Professores? Fique à vontade !
Roseli Bispo.

Certamente a manchete desse texto cria na maioria do leitor uma certa indagação. Muitos podem até mesmo se perguntar: como pode alguém não gostar do natal?
Pois, eu não gosto. Quando digo que não gosto, quero salientar que não me refiro a história que o Natal inspirou. Como muitos devem saber, a primeira menção à festa do Natale Christi, em Roma, aparece no Cronógrafo de Filocalo de 354, mas a festa talvez remontasse aos anos 330 e fosse contemporânea da construção da basílica constantiniana de São Pedro na colina vaticana. Nessa colina eram cultuados deuses solares do Oriente. A 25 de dezembro, o Cronógrafo menciona igualmente a festa solar do Natalis Invicti. A festa comemorava o renascimento do Sol a partir do solstício de inverno e foi fixada nessa data, em 274, pelo imperador Aureliano para todo o Império em honra do deus-sol sírio de Emesa.
Não gosto do NATAL por entender  que poucos não entendem a história, não gosto porque muitos acham que o bem só se faz no dia 25 de dezembro. Não gosto do natal por muitos possuírem as diversas formas de falsidades aplicadas nessa época aos seus semelhantes. Muitos são os estelionatários de sentimentalismo que passam o ano inteiro na cúbica da arrogância, na inprosperidade pessoal, mas quando chega o NATAL, todos querem ser bonzinhos, cuidadosos, com Jesus nos corações e isso é pura falsidade. Alguns querem vender as imagens de bons samaritanos distribuindo abraços e beijinhos, como se um ato bondoso criado de forma forçada nessa época, pudesse ser capaz de substituir as ações ruins e nigligenciosas que fizera ao longo do ano.
Não gosto de natal porque têm religiosos que se dizem cristãos, não gosto do Natal porque têm políticos que se dizem honestos e  porque têm pessoas que não sabem, que o NATAL, da forma que conhecemos hoje, teve  a força do capitalimo que vestiu no século retrasado o Sata Claus com as cores da Coca Cola tal como é conhecido e vivenciado hoje em dia.
Logo, não gosto de Natal pelas falsidades e pela falta de entendimento que muitos têm em compreender a si próprio, não gosto do NATAL e nem desejo um feliz natal a quem não atribuir um bom dia durante o ano. Não sou hipócrita.

Por Ricardo Oliveira

REGRA NO. 01: Crie, por escrito, os objetivos e expectativas que você tem para a turma


Ao planejar no início do ano traçamos uma série de objetivos acadêmicos para a turma e conforme já foi escrito em outro artigo, só planejar o curriculo acadêmico é insuficiente.

 
Temos que ter em mente o curriculo oculto que envolve atitudes, comportamentos e experiências que os alunos trazem.


Definido o curriculo acadêmico, bem como o curriculo oculto a ser trabalhado, é preciso traçar objetivos para cada um deles.


Aqui vai um aviso importanto: é preciso `traduzir` esses objetivos em uma linguagem que tanto os alunos quanto os Pais compreendam, pois cada um dos envolvidos deve saber o que se espera deles.

 
Por isso os objetivos tem que ser palpáveis, mensuráveis e quantificáveis.

Você pode por exemplo separá-los em blocos de metas a serem atingidas dentro do bimestre ou semestre.

 
Ao longo do prazo estabelecido para cada meta, monitore, acompanhando os resultados e fazendo os ajustes e principalmente, dê e peça feedback aos Pais, só assim você evita mal entendidos e força os Pais a se envolverem mais em todo o processo e torna os alunos mais comprometidos com o próprio resultado.

Outra dica é criar uma Ficha de Auto Avaliação onde estarão especificadas as metas para aquele bimestre ou semestre com as devidas ações que cada um deve realizar naquele período.

 
Ao longo do processo peça para o aluno e o Pai assinalar se estão fazendo cada qual a sua parte, e depois você pode na Reunião de Pais sugerir ajustes para cada um dos envolvidos que necessitarem de ajuda.

 
Desta forma ficará claro que todo o processo educativo tem 3 partes: a do PROFESSOR, a do ALUNO e a da FAMÍLIA, e que cada um deve fazer a sua parte para que o resultado esperado seja alcançado.

 Por Roseli Brito

Um grande problema na administração pública de modo geral é o amadorismo praticado pelos seus gestores, ou a falta de ser exímios profissionais para administrar. Não é de hoje que se fala que as empresas privadas são mais competentes administrativamente, quando comparadas as empresa públicas ou os órgãos públicos.

O problema começa quando na gestão pública não se estabelecem metas, quando na gestão não se cobram resultados, quanto na gestão não se pune os produtores do fracasso. O problema continua quando tudo e todos entendem “pelo víeis do achismo” que podem realizar projetos (sem fundamentos) e implantá-lo de qualquer forma e do jeito que melhor lhes interessam. Isso é amadorismo legítimo.

Outro erro, esse sim é o mais greve, é a falta de conhecimento dos gestores na legislação sob sua administração. Entendam Gestores, na forma mais ampla da etimologia da palavra, aquele que gerencia a si mesmo ou a outrem(ns), que gerencia ex: setores, órgãos, sala de aula, etc. É fatalmente desagradável um gestor não saber que numa administração pública, em sua maioria, as tarefas e as ações precisam e devem ser distribuídas e gerenciadas afim de obter o melhor resultado esperado. Ao contrário do que se faz, as ações precisam ser amplamente planejadas, executadas e gerenciadas de forma digna buscando a melhoria constante do que se administra.

A gestão pública precisa galgar o futuro planejando o presente, precisa entender que as atos devem acontecer de forma comumente e naturalmente esboçadas, assim como, por exemplo: para olhamos algo precisamos abrir os olhos, para que os alunos estudem precisamos de boas escolas, bons professores, boas bibliotecas, etc.

As metas devem ser o ponto de estabilidade(s) do servidor/gerenciador a partir do momento que ele produz os objetivos desejáveis, sua estabilidade na função deve ocorrer paralelamente com os resultados alcançados. Se não conseguiu alcançar as metas, demite-se por justa causa. Claro que esses ações devem ser baseadas em competência e não em politiquices.

Assim, mudamos a ações da administração quando mudamos a forma de pensar o administração pública.
Coletividade requer sairmos do individualismo ao manos no pensamento.

Ricardo Oliveira.

Lucineide Pereira Lima¹

Maria Odália Alves²



RESUMO: O presente trabalho se propõe a uma análise da obra A Confissão de Lúcio (1913), do escritor português Mário de Sá-Carneiro. Tal análise se restringe a semelhança existente entre os personagens principais – o escritor Ricardo de Loureiro e sua esposa Marta no tocante às suas personalidades que apresentam características de desilusão pela vida e pelo amor e a afinidade com a morte levando-os a loucura do suicídio. A da pertinência destas características como uma verossimilhança com a vida do autor. Além da relação destas características com o quadro O enigma de um dia (1914) do pintor grego Giorgio de Chirico.



Palavras-chave: Modernismo Português; similaridade; amor; loucura; suicídio.



“Marta mistura-se por vezes nas nossas discussões [...]. Curioso que a sua maneira de pensar nunca divergia da do poeta. Ao contrário: integrava-se sempre com a dele reforçando, em pequenos detalhes as suas teorias, as suas opiniões.” (SÁ-CARNEIRO, 1913, p. 22-3)



1 Introdução



Mário de Sá-Carneiro teve uma vida breve, viveu apenas 26 anos. Nasceu em Lisboa aos 19 de maio de 1890 e suicidou-se aos 26 de abril 1916, dois anos após a publicação de A Confissão de Lúcio, obra esta que trata também do suicídio. Filho único, após concluir os estudos secundários segue para Paris a fim de fazer o curso de Direito. De férias retorna a Lisboa, momento em que juntamente com Fernando Pessoa e outros autores Portugueses lançam um marco do Modernismo Português, a revista Orfheu, a qual teve duas publicações, a terceira sendo interrompida pelo seu trágico fim. Outros autores deram continuidade ao trabalho deste grupo de moços, porém os impressos receberam outras denominações. Mesmo assim, Sá-Carneiro ocupa um lugar apreciável na evolução histórica da Literatura Portuguesa. (MOISÉS, 2005)

O poeta apresenta muito de si na literatura. Massaud Moisés em A Literatura Portuguesa enfatiza que: “[...] tal a marca de individualidade e originalidade que imprimiu a tudo quanto escreveu. Seu caso pessoal condicionou-lhe a obra e esta corresponde a um registro vivo dele”. (idem, p. 248). Massaud ainda acrescenta que o poeta é sensível a tal ponto de levar o delírio da loucura e apresenta-se angustiante e alheio à vida. (idem).





Sabe-se que o modernismo português tentava se adaptar ao estilo europeu do século XX. Portugal vivia uma grave crise devido a Proclamação da Republica, e aos resquícios das Guerras Mundiais. Nesta ocasião o saudosismo do poeta Teixeira de Pascoas atraiu a Sá-Carneiro no intuito de superar a “iniciação saudosista” (MOISÉS, 2005). O estilo literário de Mário de Sá-Carneiro nos induz que ele está inserido no contexto do Romantismo ou do Simbolismo, no entanto, fazia parte do movimento modernista e adepto do Futurismo. Ao tempo que ele toma para si a idéia desta vanguarda européia, a nega ao mesmo tempo, por suicidar-se, interrompendo este futuro, por outro lado, pode-se pensar que acreditava tanto no futuro que o fez presente. (LOURENÇO, 1990).

A epígrafe de abertura extraída da obra nos transportará para o cerne do enredo construído por Mário de Sá-Carneiro. A tríade que é inerente à obra-vida do escritor português: Amor, Loucura e Suicídio traduzem-se não incidentemente em A Confissão de Lúcio, que poderíamos aqui chamar de uma autobiografia ficcional do poeta. Adiciona-se que na narrativa o autobiografado chama-se Ricardo de Loureiro, como se lê:

“Garanto-lhe, meu amigo, todas as idéias que lhe surjam nas minhas obras, por mais bizarras, mais impossíveis – são, pelo menos em parte, sinceras. Isto é: traduzem as emoções que na realidade me ocorreram sobre quaisquer detalhes da minha psicologia. Apenas que pode suceder é que, quando elas nascem, já vinham literalizadas...” (SÁ-CARNEIRO, 1913, p.140).



Entretanto, a semelhança da epígrafe não se remete ao autor, - Mário de Sá-Carneiro, mas decerto, a um dos seus principais personagens, Ricardo de Loureiro, adentrando na vida da figura dramática do também escritor, que aparece até certo momento da narrativa em perfeita sintonia conjugal com sua esposa Marta.

A história ocorrida entre Lisboa e Paris, nos alude aos lugares que o autor viveu fato que pode ser novamente atribuído a autobiografia, haja vista, contada em primeira pessoa pelo narrador-personagem: Lúcio Vaz. Isto implica que, no início da trama o leitor é induzido a crer na relação identitária entre Lúcio e o autor Sá-Carneiro.

Os protagonistas Ricardo e Lúcio são apresentados em Paris durante o enredo, não são amigos de infância, porém tornam-se mais tarde e apaixonam-se pela cidade das luzes. Repentinamente Ricardo resolve retornar para Lisboa sem comunicar ao amigo, e numa atitude misteriosa, envia-lhe cartas informando que se casara. O mistério envolverá toda a contextura do romance, que analisaremos ao longo do texto, ao passo que o leitor vai perceber uma similaridade entre o casal (Ricardo e Marta), em que um é o outro.

Toda profissão tem o seu passo a passo, o seu sistema, os seus procedimentos, e o profissional só pode ser chamado de excelente quando domina esse passo a passo, o sistema e os procedimentos. Pois são eles que garantem o resultado esperado.

Para garantir que o aprendizado aconteça (o resultado esperado), é preciso lançar mão de procedimentos para organizar o ambiente onde ocorrerá o aprendizado.

Nos últimos artigos já falei sobre o que é e o que não é gerenciamento da sala de aula, e também falei sobre procedimentos para a sala de aula.

Talvez você conheça alguém que já tenha dito: " não preciso de processo nenhum, quando algo dá errado envio o aluno para a Coordenadora ou para a Diretora " e está resolvido.

Quando o Educador, por motivos banais, envia o aluno para a Coordenação ou para a Direção está passando uma imagem negativa de si mesmo para várias pessoas:

- Aluno: o aluno vê que o Professor não tem autoridade para resolver
- Outros alunos: a sala vê que o Professor não soube resolver a questão
- Coordenador/Diretor: que o Professor não dispõe de conhecimento/competência
para controlar/gerenciar a sala de aula
- Colegas: os outros Professores vêem que o colega perdeu o controle da sala
- Pais: que o Professor não sabe colocar ordem na classe.

Por isso, da próxima vez que alguém disser que resolve a questão do gerenciamento da sala de aula enviando o aluno, por motivos banais, para a Coordenação, você já sabe, esse professor não está conseguindo atingir o resultado esperado com os alunos e se você consegue ver isso, tenha a certeza que a Coordenação, a Direção e os Pais também estão vendo.

Convido você a colocar no papel quais são os seus processos atuais para:
- entrada/saída/intervalo/ida ao banheiro
- tarefas de sala/ tarefas de casa/ trabalhos de pesquisa/trabalhos em grupo
- quando o aluno chega atrasado/quando chega cedo
- quando vem sem uniforme/quando traz algo que não era para trazer
- quando o aluno perde algum material
- quando alguém é acusado de roubo na sala de aula
- quando alguém fala mentiras
- quando o aluno briga ou sofre agressão (verbal ou física)
- quando ocorre reunião de pais
- em quais situações é permitido enviar o aluno para a Coordenação
- em quais situações é enviado bilhete aos Pais
- em quais situações os Pais são chamados na escola

Depois de listar cada situação, liste também as soluções, e veja se o resultado esperado para cada uma delas é atingido. Implemente os novos procedimentos ensinando os alunos, fazendo os ajustes e reforçando sempre até que se torne um hábito para eles determinados comportamentos.

Haverá situações em que o aluno DEVE ser enviado para a Coordenação e/ou Direção. Para saber em quais situações isso deverá ocorrer, pergunte a Coordenação e/ou Direção, pois cada Escola tem procedimentos próprios quanto a esta questão.


POR ROSLY BRITO

Se todas estas coisas estivessem sido ensinadas desde o começo, lá na Faculdade, teria evitado muitas tristezas e frustrações de milhares de Professores que passam a acreditar que fracassaram com os alunos, fazendo com que muitos desistam da profissão.

Se continuam na profissão tornam-se amargos, ranzinzas, impiedosos, perdem a paixão de ensinar pois já não acreditam mais no poder transformador do ensino. Vão para a classe e distribuem apenas farelos, dão o seu pior, quando na verdade tem tantas coisas preciosas para compartilhar.

Você sabe daquela estorinha do jovem que estava na praia atirando as estrelas do mar de volta para a água, quando alguém passou e disse que não valia a pena, não ia fazer a diferença pois eram muitas que estavam na areia. O jovem apenas respondeu: para ESTA vai fazer a diferença.

Vejo da seguinte forma, Eu, Você, e todos os Educadores que recebem esses emails queremos ser como aquele Jovem que vai fazer a diferença para alguém. Eu quero fazer a difença na vida de milhares de Educadores que por sua vez farão a diferença na vida de milhares de crianças e jovens.

E aqui pego o gancho para falar o Pilar no. III o Ambiente Instrucional, que nada mais é do que preparar o seu melhor, de mais mais valioso, para entregar para os seus alunos.

Ao preparar o Planejamento Anual, o Semanário, os Projetos, os Eventos, ao selecionar os conteúdos, enriqueça-os com novidades da atualidade, dê o toque da sua vibração e paixão em tudo o que for compartilhar com eles, provoque-os para sempre desejarem mais e mais, faça-os se apaixonarem por suas aulas. Crie experiências de aprendizado que eles nunca viveram.

Fazendo isso, eles saberão que estão recebendo o melhor e passarão a não se contentar com menos pois você os estará ajudando a criar um padrão de excelência para a vida deles.

E isso ....... é fazer a diferença !!!!!!

Rosely Brito

SIM!!


Temos a ideia que o vocábulo culpa é sempre voltado para o lado negativo, ruim, no caso da educação, CULPA, historicamente, remete-se ao responsável pelo fracasso escolar. De quem é a culpa por um aluno não se sair bem em sala de aula? Aqui quero salientar que abordarei a palavra culpa no sentido amplo, que ultrapassa as margens do certo ou errado, do fracasso e ou do sucesso.

É comum e sabido por muitos educadores, que numa praxe normal a educação atribui aos alunos e aos seus pais o fracasso na sala de aula. Já o professor não si atribui o fracasso pela mau desempenho do aluno. De forma diferente quando este é bom aluno em português, matemática para citar como exemplo, é uma tradição também normal elogiarem seus professores.

Percebe-se, notoriamente que a depender do resultado, muda-se os culpados pelo desempenho do aluno. Ora alunos e pais, ora professor.

Quando argumento que a culpa de tudo que acontece em sala de aula é do docente, de fato quero atribuir tudo mesmo, TUDO. O aluno está na sala de aula para aprender, discutir, convergir, problematizar, argumentar e principalmente interagir. Nesse mundo da sala da aula, a figura do professor é de mero intermediador e controlador de conflitos, ele precisa ser responsáveis e ter diversas responsabilidade direta e indireta, sem ser o centro do saber. Necessitamos entender que o professor é da escola, mediador é da sala de aula. Ele deve entender que o aluno tem pontos que precisam ser extremamente explorados, e é de responsabilidade do docente, saber que determinado aluno, por exemplo: tem problemas familiares, sociais e refletir quando no ato de avaliar (das múltiplas avaliações) afim de priorizar a diversidade.

Assim, não pode o professor/mediador, como faz o MEC, através das avaliação do IDEB aplicar uma avaliação para medir o desempenho comum a todos os alunos, como se fosse uma avaliação de aprendizagem, o docente não pode achar que avaliação é medir. O docente precisa ter responsabilidade de abordar seus conteúdos por diversas víeis, mas não pode deixar de abordar, com a desculpa de atribuir que a turma é fraca, ou que não assimilarão os conteúdos.

O professor deve ser de tal forma responsável, a ponto de saber que cada aluno de sua sala de aula aprende e compreende de maneiras e em tempo diferente, sendo que interagir com seus colegas facilita o modo e aproxima esse tempo de aprendizagem. No ensino médio, o aprendizado pode ser mais homogêneo, por entender que o conhecimento sistemática desses alunos já está enraizado.

Com tudo isso, entendo que se o aluno vai bem ou vai mal na sala de aula é culpa do professor. Se vai mal ou bem dentro da escola é culpa de toda comunidade escolar. A relação do professor em sala de aula depende a relação que ele tem com o conceito de avaliação e de identidade com ele mesmo.


Por Ricardo Oliveira de Carvalho

O segundo Pilar trata do Ambiente Emocinal, não apenas do aluno mas do Educador também. Enquanto adultos temos a nossa história de vida, passamos por muitos aprendizados, temos uma perspectiva de ver o mundo e as pessoas.

Os nossos alunos, quer sejam do Infantil até o Ensino Médio também tem a sua visão de mundo, a qual mudará certamente, baseado nas experiências que terão ao longo da vida.


Entretanto, enquanto eles vivem essas experiências em cada fase da vida, um turbilhão de sentimentos se faz presente e por vezes alguns deles acabam tomando a frente e então temos que lidar com eles na nossa sala de aula.


Uma das questões que frequentemente surge na sala de aula é a questão da indisciplina, mas não é somente esse comportamento que atrapalha o gerenciamento da sala. Há também a timidez, o bullying, a criança que usa de mentiras, de chantagens, há os que não tem amigos, os que conversam demais, os que provocam os outros e um sem número de situações ligadas a sentimentos e a relacionamentos.


Não importa o comportamento inadequado apresentado, o fato é que eles podem ser enquandrados em quatro grandes motivos:


- Busca de Atenção: Eles querem ser amados, elogiados, vistos e valorizados e como não conseguem ter o que buscam de um modo natural, provocam situações negativas para ter alguma atenção. Afinal ser repreendido, receber uma advertência é melhor que não receber nada.


- Busca de Poder: A criança ou jovem tem exemplos no lar de que ter poder é ter controle sobre as coisas, ou as pessoas, é ter controle para receber o que se quer, então ela usa da força, da manipulação, mentira e obtém o resultado desejado.


- Busca de Vingança:A criança ou jovem vive ressentida com as pessoas, acredita que é sempre deixada para trás em todas as situações. É sempre alvo das brincadeiras de mau gosto, por isso vive querendo dar o troco.


- Busca de auto-confiança:São aqueles alunos que apresentam comportamento de sempre estarem envolvidos em fofocas e confusões. No grupo são aqueles que vivem instigando uns contra os outros, tentando ser agradável com todos não querendo desgostar ninguém.


Quando você olha para os alunos sob o enfoque do Ambiente Emocional deles, fica claro que uma advertência, uma suspensão, um bilhete na agenda de pouco adiantará, muito menos enviar o aluno para a sala da Coordenação ou da Direção.


Dar conta do Ambiente Emocional dos alunos é levar em consideração esses sentimentos e ter um plano de ação para criar um ambiente seguro afetivamente.


O texto " Como cativar os seus alunos " postados anteriormente oferece várias dicas de como você pode começar a estruturar esse ambiente. Lembre-se de uma coisa: PRIMERO: conhecemos SEGUNDO: conquistamos TERCEIRO: confiamos.Para chegar no terceiro passo com os seus alunos é preciso começar pelo primeiro: conhecê-los.


Rosely Brito

Como disse anteriormente, o efetivo Gerenciamento da Sala de aula é fruto do domínio das estratégias de 4 áreas, que aqui chamo de os 4 Pilares do Gerenciamento da Sala de Aula:
- Pilar no. I: Ambiente Físico
- Pilar no. II: Ambiente Emocional
- Pilar no. III: Ambiente Instrucional
- Pilar no. IV: Ambiente Procedimental.
Hoje tratarei do Pilar número 1: Ambiente Físico. Você deve estar se perguntando o que tem a ver o ambiente físico com o efetivo gerenciamento da sala de aula. Ora, se é no ambiente físico da Escola, mais especificamente, da sala de aula, que o aluno passa metade do dia dele é natural que esse espaço tenha importância. Lembra, que anteriormente falei que o objetivo do gerenciamento da sala de aula é garantir que o aluno mantenha-se sempre motivado, focado na tarefa e aprendendo ? Pois bem, se o ambiente físico onde ele está inserido não contribui para atingir esse objetivo, então é preciso rever e fazer as mudanças que vão contribuir para esse aprendizado.
Aqui vão algumas dicas para você observar:- as salas são bem ventiladas- as janelas apresentam muita incidência de sol/claridade que dificulta a leitura- as carteiras são adequadas (tamanho, posicionamento)- há locais para guarda de mochilas ou lancheiras- a disposição das carteiras dos alunos sempre são as mesmas- os materiais para o Professor estão disponíveis no ambiente ou você tem quemandar sempre alguém buscá-los ? ou ainda pior, deixa a sala sozinha e vai você buscar?- os ambientes são decorados e alegres?- os ambientes são limpos e convidativos?- os materiais são novos e conservados ou desgastados e com má aparência ?- as cores dos ambientes são alegres ou neutras e sem vida ?- há espaço para os alunos brincarem/interagirem na hora do intervalo ?- há espaço adequado para o lanche ? - a Biblioteca é um lugar acolhedor e vibrante ou um lugar chato de ir ? Aqui vai uma tarefa: pegue esses itens acima e faça uma varredura em cada ambiente onde os seus alunos ficam e depois coloque ao lado de cada item as suas observações. Depois disso feito, peça para cada aluno dar sugestões para cada ambiente. Desse modo a escola ficará com a `cara deles`, e eles ficaram felizes por terem sido ouvidos e contribuído com sugestões.
Por Rosely Brito

Professores inexperientes começam o primeiro dia de aula assumindo que devem apenas separar os conteúdos a serem dados aos alunos. Professores eficientes e experientes gastam a maior parte do tempo das duas primeiras semanas de aula em ensinar os alunos a seguirem os procedimentos.

A sala de aula tem de ter procedimentos claros para os alunos seguirem. Toda vez que o Professor desejar que algo seja feito, tem de existir um procedimento ou um conjunto de procedimentos para a realização da tarefa.

Alguns dos procedimentos que logo de início todo Professor deve ensinar aos alunos incluem:
Entrada na sala de aula: Será em fila? Sozinhos ou acompanhados do Professor? Professor estará aguardando na porta para recebê-los? As carteiras estarão identificadas no primeiro dia? Cada um escolhe o lugar que quiser para sentar ?

Saída no término da aula: 10 minutos antes do sinal todos devem começar a guardar o material e arrumar as carteiras? só depois que der o sinal é que será permitido começar a arrumar os materiais? Alunos saem em fila ou não ? Saem primeiro os meninos e depois as meninas? Saem todos juntos com o Professor? Saem apenas quando a sala de aula estiver em ordem?


Retorno do intervalo: Podem entrar ainda comendo o lanche e tomando o refrigerante? Podem entrar depois que todos já estiverem na sala? Qual a tolerância permitida para retornar do intervalo? Podem mascar chicletes durante a aula? Podem levar garrafinhas de água para a sala? O que acontece se o aluno não retornar à sala de aula no horário estipulado?


Atraso e faltas: Qual a tolerância para o atraso? Após o prazo tolerado qual será a consequência? Quem a aplica? Em caso de falta como o aluno ficará a par das tarefas dadas? Qual o prazo será dado para que o aluno coloque em ordem o caderno?


Mantendo o silêncio na sala: Para que os alunos se acalmem e prestem atenção no Professor é preciso criar um sinal para que eles saibam que você quer a atenção deles. Pode ser: sempre que você levantar a mão, ou fechar a porta, ou colocar a sua cadeira na frente do quadro negro, ou simplesmente ficar em pé com as mãos para trás, ou ainda fazer uma contagem regressiva do tipo 5, 4,3,2,1,0.


Como a aula será iniciada: Será com uma roda de conversa? Uma oração? Uma música? com o roteiro da aula já escrito no quadro negro?


Esclarecimento de dúvidas: O aluno deverá levantar a mão durante a explicação? Após a explicação? Deverá ir até a mesa do Professor após a explicação? O Professor irá até a carteira do aluno esclarecer? Haverá um plantão de dúvidas após a aula?


Trabalhos/Tarefas entregues fora do prazo: Serão aceitos ou não? A pontuação sofrerá alteração de quanto? Como os trabalhos devem ser entregues: digitados ou manuscritos?


Trabalhos em grupos: Os grupos serão sorteados pelo Professor ou os alunos poderão escolher quem quiser? Os grupos serão de quantos alunos? Caso um dos integrantes não esteja se empenhando? No caso de plágio ? No caso do trabalho ter sido feito por outra pessoa que não o aluno?


Bullying: Os alunos que estiverem sofrendo intimidações dos colegas podem recorrer a quem? Quando ? Onde? Qual será a abordagem adotada para com o aluno agressor e o agredido?
ENSINANDO OS PROCEDIMENTOS:

Muitos dos problemas de comportamento na sala de aula são causados pela falha em ensinar aos alunos como seguir os procedimentos. O Professor tem de aprender como efetivamente, criar procedimentos e fazer com que os alunos os pratiquem.

Abaixo segue o resumo de um método de três passos que é muito eficaz para ensinar os procedimentos da sala de aula aos alunos:

- EXPLIQUE: Esclareça, explique e demonstre o procedimento.
- PRATIQUE: Faça-os praticarem e praticarem sob sua supervisão.
- REFORCE: Revise, reforce, pratique, e reforce o procedimento até que o mesmo torne-se um hábito e uma rotina para o aluno.

Se a sua sala de aula já tem procedimentos implementados, essas dicas vão ajudar a esclarecer ainda mais como melhorá-los. Se a sua sala de aula ainda não tem os procedimentos, saiba que você precisa implantá-los com urgência.


Rosely Brito

Agora com a repetidas vezes que essa palavra será proferidas na boca dos brasileiros, com certeza a meneira correta de pronúncia confundirá muita gente nessa temporada de pós eleições. As palavras direcionadas a candidata, agora Presidenta e presidente eleita do Brasil, Dilma Roussef, só fizeram mais confusão na cabeça dos brasileiros. Alguns sempre souberam do termo certo, outros tinham certeza de que “presidenta” não existia porque foi ensinado assim, mas de uma hora pra outra começaram a ouvir no Jornal. E ai, bateu a dúvida. Qual é o certo?

De acordo com o Dicionário Aurélio o feminino de presidente é presidenta. É isso mesmo, com o “a” no final. Talvez seja um pouco estranho ao ouvido por falta de costume,afinal Dilma é a primeira presidente e presidenta eleita no Brasil.

O Professor Hélio Consolaro explicou para o site “FalaBonito” que num passado recente, não havia feminino de presidente e nem de hóspede. Agora, depois da luta das mulheres na sociedade, os dicionários já registram e a gramática aceita os femininos: presidenta, hóspeda.

“O problema deixa, portanto, de ser uma dúvida simplista de certo ou errado, e passa a ser uma questão de preferência ou de padronização. No Brasil, é fácil constatar a preferência pela forma comum aos dois gêneros: a parente, a chefe e a presidente. É bom lembrar que a acadêmica Nélida Piñon, quando eleita, sempre se apresentou como a primeira PRESIDENTE da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim, desde sua eleição, sempre foi tratada como a presidente do Flamengo” diz Sérgio Nogueira.
Assim, o emprgo do artigo diante das opções, bem como, o uso das duas escritas/pronúncias ( presidente ou presidenta) podem ser usados sem qualquer restrições. Veja que a eleição de Dilma para presidenta do Brasil, também quebrará tabu na língua portuguesa.

Todos os dias os Professores estão às voltas em preparar o Plano de Aula ou o Semanário com as aulas a serem dadas naquela semana. As tarefas são planejadas, os materiais são separados. Ele crê que ao fazer desse modo, os alunos aprenderão, e se algo der errado simplesmente aplica a disciplina.

Então..... algo dá errado e os problemas aparecem. O Professor procura preparar a aula seguinte perguntando-se o que ele pode fazer para conseguir a atenção dos alunos, ou motivá-los a empenharem-se nas aulas. Acreditando que alunos mais atentos e motivados oferecerão menos problemas de disciplina.

Mas, no dia seguinte o ciclo repete-se e o Professor continua tentando lidar com a falta de disciplina dos alunos.

O problema é que a maioria dos Professores não gastam nenhum tempo gerenciando as suas salas de aula. Se os procedimentos de gerencimento de sala de aula fossem ensinados, a maioria dos problemas de disciplina na sala desapareceria e mais tempo sobraria para ensinar.

Você entra na sala de aula munida com os materiais e o Plano de Aula, naquele dia você até criou uma aula mais divertida para prender a atenção dos alunos, porém isso não é o suficiente.

Se você ainda não criou procedimentos para: prender a atenção dos alunos, distribuir as tarefas, entrar na sala de aula, registro da aula no caderno, trabalho em grupo, procedimentos para faltas e atrasos, entregas de trabalhos e tarefas, apresentação de seminários, procedimentos para quando um aluno finaliza as tarefas antes de todos e um sem número de outras situações que necessitam de novos procedimentos, então lhe digo que quem controla a sala de aula não é você e sim os seus alunos. Eles é que de fato estão gerenciando a sua sala de aula do jeito que eles querem.

Um Professor eficiente é um mestre no gerenciamento da sala de aula, pois ele sabe que o sucesso do aluno apenas ocorrerá quando o ambiente da sala de aula estiver organizado e estruturado para que o aprendizado possa ocorrer. E isso só acontece quando o aluno está realmente engajado na execução das tarefas.

Gerenciamento da Sala de Aula e Disciplina não são a mesma coisa. O Professor não disciplina a sala de aula, ele gerencia a sala de aula. Nenhum aprendizado ocorre quando você fica o tempo todo disciplinando. Tudo que a disciplina faz é minimizar um comportamento incorreto, porém não garante aprendizado. O aprendizado só ocorre quando os alunos estão concentrados na realização das tarefas.

- DISCIPLINA: tem a ver em como os alunos se COMPORTAM
- PROCEDIMENTOS: tem a ver em COMO as coisas devem ser FEITAS
- DISCIPLINA: tem a ver com punição e recompensas
- PROCEDIMENTOS: não existe punição e nem recompensas

A grande maioria dos problemas que os Professores chamam de `problemas de comportamento`, nada tem a ver com indisciplina. O problema número um na educação não é a falta de disciplina, é a falta de procedimentos e rotinas que acabam deixando os alunos `no escuro`sem saber como proceder na sala de aula.

Para que os alunos saibam o que se passa na cabeça do Professor é necessário que o mesmo se manifeste criando os procedimentos e rotinas para o bom funcionamento da aula.

PORQUE OS PROCEDIMENTOS SÃO IMPORTANTES ?

Os alunos aceitam prontamente a idéia de ter um conjunto bem definido de procedimentos, porque isso simplifica o seu dia a dia. Procedimentos eficientes possibilitam que várias tarefas sejam realizadas dentro do tempo previsto, com o mínimo de confusão e perda de tempo.

Quando os procedimentos não são estabelecidos, muito tempo da aula é gasto na organização e realização das atividades. Como resultado surgem os comportamentos indesejáveis e então gasta-se mais tempo tentando colocar ordem no ambiente.

Os procedimentos são o alicerce que dão sustentação ao aprendizado dos alunos. O rendimento final dos alunos está intrinsecamente ligado a como o Professor estabelece o controle da sala de aula por meio dos procedimentos criados logo na primeira semana de aula.

Roseli Brito.

A VOCÊ QUE DEDICA SEU TEMPO COM AS LETRAS E PLANEJAMENTO.
A VOCÊ QUE ACREDITA QUE NEMHUM JUIZ SE FEZ SEM QUE VOCÊ LHE ENSINASSE AS LETRAS DO ALFABETO.
A VOCÊ QUE SABE QUAL É A DIFERENÇA DE PROFESSOR E EDUCADOR.
EU NÃO ESCOLHI SER PROFESSOR(A) FOI A EDUCAÇÃO QUE ME ESCOLHEU.

QUANDO MUITOS ME CHAMAVAM DE PROFESSOR(A) EU ME SENTIA SÓ.
QUANDO PASSARAM A ME CHAMAR MESTRE EU TREMIA NA BASE.
QUANDO ME VI ENSINADO NÃO SABIA QUE ERA PROFESSOR(A).
QUANDO PLANEJEI MINHA PRIMEIRA AULA EU NÃO ESTAVA SÓ.

DEDICAÇÃO, AMOR, PAIXÃO, SÃO TRÊS PALAVRAS QUE SOAM BEM NA VIDA DE UM PROFESSOR.
NÃO EXISTE PROFESSOR QUE NÃO AME ENSINAR, NÃO EXISTE EDUCADOR QUE NÃO DURMA PENSANDO NO QUE VAI FAZER AMANHÃ.
SE DEDICA TANTO QUE ESQUECE DE SI.

PROFESSOR NÃO VÊ A HORA PASSAR DURANTE A NOITE.
NO DIA AEGUINTE ESTÁ INTEIRO E PRONTO PARA FALAR.
NINGUÉM AMA O PROFESSRO TANTO QUANTO ELE MESMO. NARCISO.
SER PROFESSOR É SER MESTRE. É SER DONO DAS PALAVRAS.

NO DIA DO PROFESSOR NÃO ME DÊ COMIDA NEM BEBIDA, MAS UM LIVRO QUEM QUE EU POSSA DEBRUÇAR E DEGUSTAR UMA BOA LEITURA.
NO DIA DO PROFESSOR EU QUERO SER LEBRADA COMO UMA MULHER QUE SABE FAZER A DIFERENÇA PARA A POSTERIDADE.
NO DIA DO PROFESSOR AS MENSAGENS DAS CRIANÇAS SINCERAS ME GELAM A ALMA.

SEJA UM PROFESSOR DE ALMA, QUE GRITA A LIBERDADE DE ENSINAR ENSINADO E FAZENDO E APRENDENDO.
EU PENSEI QUE SABIA ALGUMA COISA, EU PENSEI QUE O QUE EU TINHA ESTUDADO ERA O BASTANTE E VI QUE TAMBÉM NÃO ERA.
APRENDI TAMBÉM QUE SOMENTE OS HUMILHADOS SERÃO EXALTADOS.

APRENDI QUE ALUNO ENSINA A MUITOS PROFESSORES SÓ QUE ELES, EU E VOCÊ NÃO PERMITIMOS COM, VERGONHA DE SER ULTRAPASSADOS.
O BRASIL TEM AVANÇADO A PASSOS LENTOS, MAS ASSIM É QUE CAMINHA A HUMANIDADE. CAMINHANDO E CANTANDO PERDENDO A RAZÃO.
VIVA O DIA DO PROFESSOR. A VOCÊ QUE ESCOLHEU UMA DAS MAIS BELAS PROFISSÕES NÃO DE PROFESSOR, MAS DE EDUCADOR, MEU PARABÉNS.
Roseli Brito

Lidar como ser humano não é uma tarefa fácil. Para o Professor isso fica ainda mais difícil quando chega o momento das Reuniões de Pais, que é um momento carregado de muita tensão emocional.

Para você brilhar na próxima reunião de pais, aqui vão algumas dicas para você usar:

1-CONVIDE O PAI E A MÃE: Encoraje ambos os pais para que venham na reunião. Mal entendidos serão evitados se ambos os pais ouvirem o que você tem a dizer.
2-ESTABELEÇA e firme contato muito antes da Reunião de Pais. Informe sempre aos pais o que os filhos devem estudar, quando tem lições e trabalhos para entregar, e principalmente, mantenha-os sempre informados a respeito das dificuldades e progressos do aluno. Jamais deixe para dar esse feedback apenas depois que as notas estiverem fechadas.
3-REUNIÃO SEM PRESSA: Jamais faça reunião com pressa. Planeje o tempo que for necessário de modo que todos os assuntos sejam abordados de maneira apropriada. Quando a Reunião for individual, 20 a 30 minutos é adequado.
4-ESTEJA PRONTA para todo tipo de perguntas. Esteja preparada para responder todo o tipo de perguntas que os pais venham a ter. Ocorrerão perguntas específicas, difíceis ou ainda as indelicadas. Mantenha sempre o domínio das suas emoções e o bom humor. Jamais leve para o lado pessoal.
5-TENHA SEMPRE SEUS REGISTROS organizados com antecedência. Tenha sempre em mãos e organizados: Diários de classe, anotações feitas na agenda do aluno, relatórios, provas/trabalhos realizados pelo aluno, e quaisquer outros registros pertinentes ao assunto em pauta. Deste modo você terá como comprovar as suas afirmações.
6-RETIRE TODAS AS BARREIRAS FÍSICAS. Os Pais não são seus alunos, por isso jamais coloque-os para sentarem-se nas carteiras enfileiradas, ou até mesmo nas carteiras da sala do prezinho. Arrume o lay-out da sala de aula de um modo que todos possam ver uns aos outros (Ex. em semi-circulo, ou circulo).
7-INIMIGA X PARCEIRA: Se você quiser ficar com a fama de inimiga no. 1 dos Pais é só concentrar nos DEFEITOS do aluno. A solução para ser parceira dos Pais é concentrar nos TALENTOS, e quando houver problemas, foque nas NECESSIDADES do aluno. Falar para os Pais: "seu filho é indisciplinado e só arruma briga com os amigos", é diferente de: "constatei que o João apresenta dificuldades em relacionar-se com os amigos, por isso gostaria de discutir algumas sugestões para ajudá-lo a superar esta questão".
8-SEJA ESPECÍFICA NOS COMENTÁRIOS: Os Pais podem se perder nos comentários generalizados. Ao invés de dizer "Ela não assume responsabilidades", focalize no problema apontando "Maria teve a semana inteira para terminar o trabalho, no entanto ela apenas escreveu e entregou dois parágrafos".
9-OFEREÇA UM PLANO DE AÇÃO PARA OS PAIS: Muito mais que receber orientações, os Pais apreciam ter um plano de ação para seguir. Assim, se a Maria não é responsável, será apreciado sugerir aos pais dar a ela uma lista de tarefas semanais ou ainda permitir que ela encarregue-se de tomar conta do bichinho de estimação. Quando você oferece conselhos, faça com que os pais saibam que você está apenas fazendo uma sugestão e caberá a eles escolher as melhores estratégias conforme o perfil da família.
10-ESQUEÇA O PEDAGOGUÈS: Jamais utilizar-se do "pedagoguês" com frases do tipo: "a coordenação motora fina", "o processo de ensino aprendizagem", "está na fase silábica-alfabética", são frases sem sentido para muitos Pais.
11-DOMÍNIO PRÓPRIO: Pode ocorrer de você deparar-se com Pais que mostram-se abusivos ou hostis. Jamais fique na defensiva, pois isso revela fraqueza e insegurança, e coloca em dúvida tudo o que você tiver que falar adiante. Tente não ser rude, qualquer que seja a provocação ou o comentário sarcástico. Ouça de modo polido e educado. Se esta situação ocorrer durante a Reunião Bimestral de Pais, proponha aos Pais agendar horário específico para tratar em particular. Verifique com a Escola qual o procedimento adotado.
12-FOCALIZE NOS PONTOS FORTES: É muito fácil para os Pais sentirem-se na defensiva, pois muitos deles se veem nos filhos. Você poderá ajudar se levantar as áreas onde estão os pontos fortes do aluno e as áreas que precisam ser melhoradas, ao invés de criticar e apontar apenas as fraquezas.
13-USE A LINGUAGEM CORPORAL A SEU FAVOR: A linguagem não verbal pode ser sua alidada ou sua inimiga. O seu corpo fala, e expressa sempre o que você sente e pensa. É esta linguagem que os Pais estarão atentos, antes mesmo de você começar a falar.
14-ENFOQUE NA COLABORAÇÃO: Faça com que os Pais saibam que você quer trabalhar em aliança com eles, no melhor interesse da criança. Um comentário do tipo "Você precisa comparecer na escola o mais rápido possível para discutirmos as dificuldades do João", apenas inflama hostilidade nos Pais. O seguinte comentário diz a mesma coisa de um modo mais proativo: "Constatei que o João está encontrando algumas dificuldades, então gostaria de conversar com você para que juntas possamos encontrar as melhores alternativas para ajudá-lo a superar esses problemas".
15-OUÇA O QUE OS PAIS TEM A DIZER: A despeito do fato de que nós gastamos um terço de nossas vidas ouvindo, muitos adultos são péssimos ouvintes. Para que você obtenha o máximo de todas as reuniões de Pais procure realmente ouvir o que eles dizem e principalmente COMO eles dizem. Observe a linguagem corporal deles. Você vai se surpreender com os aprendizados que vai tirar dessas obervações.
16-CONCENTRE-SE NA SOLUÇÃO, NUNCA NOS PROBLEMAS: Idealmente falando todas as reuniões de pais deveriam apenas abordar coisas positivas, os sucessos e as conquistas. Realisticamente falando, a situação é bem diferente. As reuniões de Pais acontecem porque existem problemas. Entretanto todas as reuniões poderão transcorrer dentro da cordialidade e paz sempre que você focar nas soluções ao invés de ficar se concentrando no problema do aluno. Discuta o que você e os Pais podem fazer para ajudar a melhorar ou resolver a situação. Estabeleçam, juntos, um Plano de Ação com tarefas para todos realizarem (Você, os Pais, e o Aluno)
17-FECHAMENTO: Antes que a reunião finalize, faça o fechamento da conversa e deixe claro quais ações você e os pais decidiram implementar.
18-MANTENHA UM REGISTRO DA REUNIÃO: Será muito útil você manter um breve relato do que foi discutido na reunião. O que foi dito, sugerido, e estabelecido para ser realizado. Após a reunião, faça as anotações enquanto os detalhes ainda estiverem frescos na memória.
Como você pode observar, interagir com as pessoas requer lidar com uma alta carga de emoções que envolvem expectativas, frustrações, medos e incertezas, por isso esteja atenta a essas dicas e você vai arrasar na próxima reunião de pais

A ética não se confunde com a moral. A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada sociedade, um povo, uma religião, uma certa tradição cultural etc. Há morais específicas, também, em grupos sociais mais restritos: uma instituição, um partido político... Há, portanto, muitas e diversas morais. A moral é um fenômeno social particular, que não tem compromisso com a universalidade. Mas, então, todas e quaisquer normas morais são legítimas? Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais? Existe, e essa forma é chamada de ética. A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade. A ética é um conjunto de princípios e disposições, cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de tal modo que esta possa se tornar cada vez mais humana. A ética pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de atitudes do dia-a-dia. A ética, tanto quanto a moral, não é um conjunto de verdades fixas, imutáveis. A ética é dinâmica, se amplia e se adensa. Para se entender como isso acontece na história da humanidade, basta lembrar que a escravidão já foi considerada “natural”. Entre a moral e a ética há uma tensão permanente: a ação moral busca uma compreensão e uma justificação crítica, e a ética, por sua vez, exerce uma permanente vigilância crítica sobre a moral.

Política é a ação humana que tem por objetivo a realização plena dos direitos e, portanto, da cidadania para todos. O projeto da política é o de realizar a ética, fazendo coincidir com ela a realização da vontade coletiva dos cidadãos, o interesse público. A função ética da política é eliminar, numa ponta, os privilégios de poucos; na outra ponta, as carências de muitos; e instaurar o direito para todos.

São inegáveis os aprimoramentos das instituições políticas no Brasil, ao longo da sua história. Mas são inegáveis também as traições de uma parte da classe política contra essas instituições, o povo e o mandato que lhes foi confiado.

Requer-se, pois, o exercício da cidadania ativa e criativa, tanto pelos políticos quanto pelos cidadãos: reforçando-se e aprimorando-se as instituições políticas, fazendo-as valer de direito e de fato. A cidadania ativa, como luta pelos próprios direitos e pelos direitos do outro, é o exercício cotidiano da ética na política.

O princípio fundamental que constitui a ética é este: o outro é um sujeito de direitos e sua vida deve ser digna tanto quanto a sua deve ser. O fundamento dos direitos e da dignidade do outro é a sua própria vida e a sua liberdade (possibilidade) de viver plenamente. As obrigações éticas da convivência humana devem pautar-se não apenas por aquilo que já temos, já realizamos, já somos, mas também por tudo aquilo que poderemos vir a ter, a realizar, a ser. As nossas possibilidades de ser são parte de nossos direitos e de nossos deveres.

por Calos Mesquita.

Politiquice é o que fazem aqueles que tudo agitam mas que nada decidem; é o que se diz num murmúrio, no maldizer e nas análises demagógicas, onde tudo se critica só porque foram outros a fazer e nada faz sentido, porque foram outros a planear.

A verdadeira política faz-se de análises objetivas e de reflexões sensatas, pondera todos os fatores, tem em conta a história e os atores que a vão construindo. A política que transforma e responde às necessidades dos cidadãos, nunca é estática, mas sendo crítica não destrói o passado, antes sabe analisá-lo para melhor definir estratégias; contextualizando, procura linhas de força e reconhece pontos fracos.

Não basta dizer, “deviam ter feito isso e, se não o fizeram agora é tarde, não é possível remediar”, porque a política do “bota abaixo” é sempre sinónimo de retrocesso. Apregoando fazer melhor, a politiquice faz o discurso da destruição para então renovar, como se a história tivesse de ser reescrita de cada vez que mudam os actores.

As mudanças só são eficazes se reabilitarem e, sem condenar as opções anteriores, forem sinónimo de esperança e renovação. Corrigir trajectórias não é refazer caminhos, mas reanalisar o mapa. Por isso, quando se ouvem os políticos do maldizer “atirar a tudo o que mexe”, raramente se entende o que fariam se tivessem sido eles a decidir. Dizem que está mal, que nada se aproveita, mas não assumem uma solução alternativa.

A politiquice não constrói um pensamento estruturado, não revela valores, princípios estruturantes, só alimenta comentários, conversas de café, um diz que diz que congrega descontentes e, sobretudo, faz coro com as lamentações dos que choram a perda de privilégios injustos.

A politiquice é sempre uma opinião redutora que não esclarece. Funciona rasteira e por isso pode ser baixa, desonesta e até ofensiva. Mas com tudo e por tudo isso, consegue agitar, confundir e baralhar. Não raras vezes, quem faz da sua atuação política uma forma de politiquice apenas quer derrubar um outro ou “eles”, porque não são da mesma cor e não fazem parte do nosso grupo, moram no bairro vizinho ou defendem uma associação rival. Para os politiqueiros, peritos em politiquices, os nossos são sempre os melhores, mesmo quando jogam mal e cometem faltas.

Na política verdadeira o discurso tem outro nível, acolhe todas as opiniões válidas e analisa os contraditórios; alimenta-se de valores e constrói pensamentos estruturantes. Atentos ao mundo, os verdadeiros políticos são capazes de admitir os erros cometidos e as orientações menos ajustadas; vivem permanentemente inquietos, em busca de explicações e de razões, e cultivam a arte da reflexão que fundamenta as escolhas mais acertadas.

A politiquice não constrói futuro, nem abre caminhos novos, antes cria atalhos, becos sem saída, onde tudo parece ficar encurralado. Nada se resolve, mas enquanto as pessoas não se apercebem que o que afirmam não faz sentido, criam a ilusão de um caminho possível, apontando em permanência os defeitos e os desajustes da estrada que pisam.

A verdadeira política tem uma visão prospectiva, sem deixar de ser vigilante do presente, aponta estratégias que dão forma ao futuro.

Politiquices à parte, é preciso discernir a verdadeira política e os políticos de verdade, aqueles que estruturam e consolidam o futuro e não se alimentam das aparências do presente.

A indisciplina é um problema que aparece em muitas salas de aula. É preciso que o Professor observe dois fatores a respeito da indisciplina: em quais momentos ela ocorre e como essa indisciplina se configura. Analisando quando a indisciplina ocorre você observará em quais momentos a sala de aula fica tumultuada, é na hora das execução das tarefas no caderno? É na hora de copiar algo do quadro negro? É no momento de trabalho em grupo? Na hora da explicação de um conteúdo novo ? na hora da correção de exercícios? A indisciplina ocorre em forma de conversas em voz baixa? Em voz alta? Na forma de ofensas ? de desrespeito? Desobediência ? rebeldia? Provocações ? gracejos/ piadas fora de hora ? Saiba que a correção desse tipo de “ indisciplina “ poderá ser feita por meio da criação de procedimentos para o gerenciamento da sala de aula, no que concerne às normas, conseqüências, gerenciamento do tempo, execução de tarefas, etc. Se os alunos tivessem mais interesse em estudar: O eterno sonho de todo Professor é entrar na sala de aula e encontrar todos os alunos dispostos a estudar, todos interessados e motivados, ávidos por aprender. No entanto a realidade é totalmente oposta.
Na Universidade nos ensinam (ou tentam) estratégias, metodologias, filosofias de ensino, etc, porém, nada, ou quase nada é dito ou ensinado no que refere-se a fazer o aluno ter interesse, prazer, paixão por aprender. Encare da seguinte forma: se você tem fome é muito provável que você ficará todo tempo em busca do alimento para saciar a sua fome. Com o conhecimento também deveria ser assim. O fato é que a “ comida” que está sendo levada para a sala de aula e o “modo de prepará-la” não estão sendo nada atraentes em despertar a “ fome” nos alunos. Solução: aprender novas maneiras de preparar esse alimento e lançar mão de novas estratégias para fazer o aluno ficar “ faminto”. Se os pais valorizassem e apoiassem mais o trabalho do Professor: Seria o ambiente perfeito se os Pais participassem mais da vida escolar dos filhos, e que também valorizassem mais o trabalho que o Professor realiza. Não podemos entrar na casa do aluno e mudar a rotina familiar, porém, podemos mostrar aos Pais quais princípios defendemos e praticamos e então estaremos deixando claro a nossa medida de valor. Ao adotarmos uma postura onde defendemos e praticamos certos valores (generosidade, ética, respeito, justiça, excelência, etc) estaremos ensinando aos outros como desejamos ser tratados.
No entanto não devemos ficar frustrados se o mundo não nos tratar de maneira adequada. Afinal , quando temos valores e princípios somos regidos por eles e não pelos outros. O Professor deve ter a convicção dos valores e princípios que regem sua vida, para não ficarem frustrados e angustiados com a falta de valores das outras pessoas. Cada um tem a sua medida de valor, podemos escolher sermos medidos pelo o que os outros acham de nós, ou criar a nossa própria medida de valor. Claro que, sermos reconhecidos, valorizados e apoiados massageia o nosso ego e nos deixa com a sensação de dever cumprido, porém o que nos torna excepcionais ou medíocres são os nossos valores, ou a falta deles. Pense nisso !! Criar novos procedimentos para o efetivo Gerenciamento da Sala de Aula, bem como aprender novos jeitos de ensinar, está totalmente nas mãos do Professor. Lembre-se, você tem o poder para fazer isso.
por Roseli Brito

O ano começa e com ele novas expectativas de maiores realizações pessoais. O trabalho pedagógico também deve renovar-se e alcançar novos resultados. O instrumento que norteia todo o processo educativo é o Planejamento Escolar.

Entretanto, os bimestres passam e a mudança nos alunos em termos de caráter, amadurecimento, relacionamentos são muito poucas. A indisciplina é a mesma, falta motivação, interesse e comprometimento.

Mas, o que acontece realmente, que faz com que no finaldo ano, o sentimento de expectativa inicial tenha se transformado em frustração, e constatação de que o planejamento não " funcionou ".

A grande questão que faz com que boa parte dos planejamentos falhem, é que eles são muito centralizados em conteúdos, estratégias de ensino, dar conta do livro didático, avaliações, e por esta razão abrangem apenas 50% do processo de educar, pois ignoram outras questões fundamentais que precisam ser trazidas em pauta e que extrapolam a sala de aula.

Planejamento Escolar não é uma perda de tempo, também não é um documento que é feito uma vez por ano e guardado em uma gaveta, não é algo imutável que não deva ser ajustado ao longo do caminho, e também não é simplesmente copiar e colar os conteúdos do livro didático apenas distribuindo-os ao longo dos bimestres. Planejamos para alcançar algo, para criarmos alguma coisa, para atingirmos um objetivo.

É preciso um novo modelo de planejamento pedagógico, que priorize o desenvolvimento da pessoa, e não apenas do aluno. Desenvolver uma pessoa vai muito além dos livros didáticos, das provas, avaliações e lições de casa.

Aqui está o esboço de um Plano de Ação com dez itens para serem considerados no seu próximo planejamento:

RESULTADOS DO ANO ANTERIOR: analise os resultados do que deu certo e errado no ano anterior (levantamento de números e causas),
QUALIDADE DO APRENDIZADO: crie um sistema de avaliação que priorize a qualidade de aprendizado e não apenas a quantidade de conteúdo memorizado,
FAZER DIFERENTE: levante novas estratégias pedagógicas, adequadas aos modelos de aprendizagem dos seus alunos,
GERENCIAMENTO DA SALA DE AULA: crie procedimentos para o gerenciamento e gestão de sala de aula,
RESOLUÇÃO DE CONFLITOS: crie um sistema de resolução de conflitos (aluno x aluno), (aluno x professor), (professor x pais),
RELACIONAMENTO COM A FAMÍLIA: crie estratégias para encantar e se relacionar com as famílias dos alunos,
PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA: crie estratégias e atividades para a participação da família no ambiente escolar e fora dele,
HABILIDADES E NECESSIDADES: levante pontos fortes e fracos dos alunos, trace objetivos, crie intervenções e monitore semanalmente,
PORTFOLIO INDIVIDUAL: levante os modelos de aprendizagem dos seus alunos e trabalhe as inteligências,
PORTFOLIO DO PROFESSOR: levante seus pontos fortes e fracos e trace um plano para sua mudança pessoal, com metas, estratégias e tarefas a realizar.
Esses 10 itens compõem a parte dinâmica e viva do Planejamento Escolar, o verdadeiro Plano de Ação que conduzirá os alunos a um novo patamar de aprendizado, não apenas pedagógico, mas de vida, de auto estima, de relacionamento, de valores, de novas e maiores possibilidades.

Agora você já tem o esboço do grande Plano de Ação para começar o ano. Afinal, um ano só pode ser chamado de novo, se novas coisas forem feitas. Lembre-se, os resultados sempre são proporcionais ao esforço que fazemos. Você é a peça fundamental do Planejamento Escolar, com você ele ganhará vida, e o seu aluno conquistará asas
Por Roseli Brito

Em um dos textos postados aqui salientei a conexão que há entre a confusão do aluno e o efetivo gerenciamento da sala de aula. Uma outra forma que os professores podem reduzir a confusão do aluno está em “ ser específico “ com as orientações que der.

Por exemplo, há uma grande diferença entre estas duas orientações: -
- Darei alguns minutos para que vocês respondam estas questões
e
- Darei 3 minutos para que escrevam as respostas das questões 1 até a 5.

Você vê a diferença ? Reparou que estipulei um tempo preciso como limite para a conclusão da tarefa? Isto é muito importante. Por isso, sempre que você solicitar uma tarefa aos alunos, estabeleça o tempo exato que a mesma deve ser finalizada. Fazendo assim, além de gerenciar melhor a sala, você já está ensinando gerenciamento de tempo a todos eles.

Agora, claro, o próximo passo é fazer a checagem do entendimento das instruções que os alunos receberam. Assim, peça para que um diga, quanto tempo foi dado para responder as questões, peça a outro que repita quais questões foram solicitadas.

Se a tarefa será realizada em grupo, defina a quantidade de participantes por grupo e o sistema de seleção de cada participante. Uma maneira é distribuir fichas coloridas e todos que tiverem a mesma cor de ficha formarão um grupo. Desta forma controla quem estará no grupo de quem e evita os habituais tumultos quando esta questão é deixada para que os alunos resolvam.
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A sua última lição chegará nos próximos dias. Reservei o melhor para o final.

Diga-me uma coisa: seus alunos vivem procrastinando?
por Roseli Brito.

Um poderoso plano de aula deve conter estratégias efetivas que aumentem a participação dos alunos. Você tem de saber que, a participação dos alunos e o efetivo gerenciamento da sala estão diretamente ligados.

Quanto mais os alunos estiverem ativa e construtivamente participando da sua aula, menos problemas de indisciplina você terá.

Na verdade, o objetivo primeiro de um plano de aula é conseguir que 100% dos alunos participem da aula . Acha que isso é impossível ? Pois não é !!!

Existem muitas estratégias simples que você pode usar que aumentarão o número de alunos que participarão das suas aulas.

Atenção: Abro um parêntesis aqui apenas para lembrar que, a participação das alunos não se trata apenas de fazer com que os alunos levantem as mãos e perguntem algo. Esta é apenas um das formas de participação, por ser a mais convencional é amplamente utilizada por muitos professores.

Uma excelente maneira de aumentar a participação dos alunos é combinar duas estratégias de ensino muito simples que eu chamo de “registrar” e “compartilhar”.

Por exemplo, ao invés de perguntar e ter sempre os mesmos alunos levantando as mãos e dando a resposta, incremente com as duas estratégias acima dando a seguinte instrução: Farei uma pergunta e todos terão 3 minutos para escrever a resposta, após os 3 minutos darei mais 2 minutos para que, em pares vocês comparem e discutam com o seu par ou grupo as respostas.

Da forma convencional, apenas 10% participa, mas combinando estas duas estratégias você faz com que 100% da sala esteja participando de forma ativa na sua aula.

O professor está no controle ao gerenciar o ambiente da sala de aula mantendo todos os alunos envolvidos na tarefa, pois está limitando que ocorrências negativas venham a interromper a aula.
por Roseli

Vamos encarar a realidade: os alunos (e também os adultos) ficam frustrados quando não compreendem, ou não sabem o que vem a seguir. Assim, tanto para os alunos, como para os adultos, esta frustração acaba desembocando em problemas de disciplina.

Assim, é de suma importância que os professores saibam antecipar e evitar qualquer possibilidade de confusão “ antes” que os problemas apareçam. Lembre-se, o gerenciamento efetivo da sala de aula requer um professor que seja proativo.

Uma maneira de evitar a confusão do aluno é ser consistente. Sua aula, jamais deverá ser uma surpresa para os alunos. Por exemplo, tenha sempre definido a sequência, ou ordem da sua aula especificado logo no início para os alunos. O roteiro do que acontecerá na aula não deve ser um mistério para os seus alunos.

Você pode fazer isso, colocando no canto superior direito do quadro negro a seqüência de atividades que ocorrerão naquela aula, bem como o tempo para cada uma delas.

Informe também qual é o objetivo daquela lição, o que você espera que eles aprendam. Você não acha que seria uma boa idéia seus alunos também saber o que se espera deles ?

Uma outra estratégia de aprendizado muito simples que reduz consideravelmente a confusão dos alunos é checar o entendimento deles ao longo da aula. Simplesmente pergunte a um ou dois alunos (escolha aleatoriamente) para repetir o entendimento do que você acabou de ensinar. Você pode usar esta estratégia quer seja na hora da explicação de algo novo, nas orientações para um trabalho em grupo, ou até mesmo no estabelecimento dos combinados da sala.

Fazendo isso várias vezes ao longo da aula você constatará cada vez menos confusão dos alunos e por conseguinte menos problemas de gerenciamento da sala.

Roseli Brito

O Gerenciamento de Sala NÃO se trata de criar nenhum sistema de punição e recompensa. Ao invés disso, o efetivo gerenciamento da sala de aula é resguardar que todos os alunos estejam ativamente envolvidos nas tarefas. Deste modo o professor previne as questões que desestabilizam a gerenciamento da sala antes que elas ocorram....o professor torna-se proativo e deixa de ser reativo.

Entretanto, é difícil manter os alunos ativamente envolvidos se eles estão entediados ou desinteressados na aula. É por isso que o tédio dos alunos é um dos maiores fatores que contribuem para que questões que desestabilizam a sala de aula apareçam com freqüência.

É tarefa do professor é acender o interesse e aumentar a motivação para aprender. Como?

O melhor modo de fazer isso é criar uma conexão entre o que os alunos estão aprendendo e o que está acontecendo na vida deles.... em outras palavras, encontrar o ponto de convergência com o que é significativo para ELES.

Em História, Artes, Língua Portuguesa e Ciências é relativamente fácil fazer isso. Ao trabalhar, por exemplo, a mensagem dos `Hyppies” nos anos 70, sua roupas, seu gosto musical, peça aos alunos que façam uma lista do que hoje é considerado `rebelde`, após esta lista motive-os a compararem os modelos de expressão dos jovens nos anos 70 com os modelos que a juventude de hoje se utiliza.


A questão primordial é, se você conseguir que os alunos `queiram`aprender então tudo o mais torna-se muito fácil. Afinal quem tem o poder de criar um ambiente facilitador para o aprendizado é você.

Outro modo que os Professores podem aumentar a motivação para o aprendizado é utilizar perguntas que instiguem a reflexão e a crítica. Em ciências, por exemplo, ao levantar a questão da “ Gripe Suína “ que depois passou a ser chamada de gripe H1N1, instigar os alunos a refletirem o que a economia, os frigoríficos de carne suína tiveram a ver com isso.

Levantar dúvidas, instigar a reflexão, estimular o pensamento crítico acaba elevando a temperatura da discussão e faz com que os alunos se envolvam e queiram saber mais, e ao agir assim extrapolam o que está nos livros didáticos e partem para a vida real, o mundo em que vivem e passam a se apropriarem de conhecimentos que os afetam diretamente enquanto cidadãos.


Um terceiro modo de aumentar a motivação para aprender é a utilização de video. Ok, talvez pareça óbvio demais, porém muitos professores mostram o video no momento errado da lição….e sempre deixam o vídeo por último.

O video não deve ser deixado para o final, ou para o fechamento daquela lição. Ao invés de videos longos, utilize curtas, ou video clips no começo das lições para provocar os alunos e atiçar a curiosidade.

Aqui vai uma dica: você sabia que existe um site www.curtanaescola.com.br que oferece uma infinidade de curtas que podem ser assistidos no computador da escola, e podem ser usados em várias disciplinas ?

Então, vamos recapitular. As questões de gerenciamento da sala de aula estão diretamente ligadas ao tédio do aluno. Assim, o professor precisa aumentar a motivação dos alunos para aprender. Os professores podem lançar mão de três estratégias:
1. Criar conexões entre o conteúdo e os interesses dos
alunos
2. Usar o pensamento crítico e a reflexão para gerar
discussões
3. Usar o vídeo no início das lições para cativar o
interesse e a curiosidade.

Por Roseli Brito.




É muito mais fácil acusar que defender, como é mais fácil causar um ferimento que curá-lo." (Quintiliano)

A ética comum, a que deveria vir de fábrica em todos nós, ensina-nos que da vida do outro só sabe ele. Aproxima-se mais um Hall of Fame e é mais do que natural que os ânimos estejam exaltados; cada um, à sua medida, estabelece-se dentro do que acredita ser cabível. Cansei de ver no Brasil os donos da verdade dizerem algo acerca deste, daquele, desta ou daquela pessoa. Conhecendo de perto os ditos conhecidos de tais pessoas, vejo não ter nada à ver com as antigas afirmações. Penso, nada mais natural do que a vaidade humana em querer ser o centro das atenções, não é mesmo? Sempre aprendi que ainda que você conviva cem anos com uma determinada pessoa, esta poderá apresentar reações diferentes e inesperadas. O que faz alguém afirmar conhecer, prever e, além disso, determinar o rótulo que um deve ser vestido?

Os tempos atuais chegaram com toda a força de uma nova era carregada de suas idiossincrasias e preconceitos – nada diferente das eras antigas; apenas manipuladas em maior escala devido ao poder do verbo na internet. Cada um de nós tem o direito de provar deste harmônico dinamismo universal que se forma através de inúmeras pequenas passagens em nossas vidas. Parece que não, mas tudo caminha melhor quando estamos à mercê de nós mesmos e não dos demais. Um determinado famoso, pergunta-me: “você que é brasileiro, se eu te perguntar sobre uma pessoa você poderia me dizer?” Não obstante de tais reações, vejo em seus olhos determinada pitada de raiva e indignação.

Obviamente que eu conhecia a pessoa; contudo, sempre digo: se eu não posso ajudar, atrapalhar, jamais. Disse que já tinha tempo que estava fora do Brasil e que o país era muito grande. Vejo que tal pessoa, no Brasil, estava se esforçando em ser odiado além das fronteiras da nossa querida pátria. Em um raciocínio particular todos são necessários; cada um no seu tempo e ritmo, aos poucos, vai se libertando deste turbilhão de impulsos desordenados, atrapalhados, que visam apenas a usurpação profissional por meio da inveja e mal dizer. Já dizia Schottus que "A inveja é bastante justa, pois rói o invejoso."

Mesmo assim, a questão não diz respeito a mim; cada um é o que pensa e o que faz de suas atitudes. Se assim o é, uma vez que somos energia condensada e recheada de forças vitais, disciplinadas e compactas, cabe a nós sempre caminhar para frente, o que não diz respeito a desperdiçar energia com a vida alheia. Na linha que divide você do outro existe a realidade que todos nós projetamos através daquilo que somos e demonstramos ser: um limoeiro não pode produzir côco! Cada um o que é, e cada um dá o que tem! É aí que a transgressão nos ensina que as boas ações, a ética, e etc., produzem a contração automática em forma de reações alheias que geram repulsa e asco – palavras deste mestre famoso sobre tal brasileiro -, ao se depararem com energias contrárias.

A questão é: quem planta chuva colhe tempestade! Aquele que a todos ataca, repudiado pela vida, torna-se alvo dos que se sentem invadidos em sua privacidade. Não é só questão de lógica, mas de estar ciente das consequências.

"A consciência é muito bem educada. Deixa logo de falar com aqueles que não querem escutar o que ela tem a dizer." (Samuel Butler)
Por Jordan Augusto

Muitas vezes temos dificuldade em dizer não ou sim, supondo que isso poderá resultar num severo prejuízo, como por exemplo, a perda da amizade, do emprego, da admiração ou da simpatia. Quando é nossa insegurança a responsável pelas dificuldades em dizer não, devemos lembrar que se não confiamos em nós mesmos, nossa própria postura diante dos demais poderá demonstrar esse acanhamento de caráter.

E como deixamos transparecer aos outros nossos sentimentos tão íntimos? Isso se chama comunicação inter-pessoal. Uma pequena porcentagem de nossa comunicação com o próximo se deve ao discurso ou à palavra. A maior parte dessa comunicação se deve à maneira com a qual as palavras são ditas, se deve ao tom, timbre, freqüência e entonação da voz e, finalmente, à nossa mímica corporal. De um modo geral, acredita-se que apenas 7% de nossa comunicação se deve à compreensão das palavras, 13% dependem da voz (entonação, etc) e 80% da linguagem corporal. Seja pelas palavras, pelo tom de voz ou pela linguagem corporal, nossa falta de auto-confiança sempre será anunciada.

Outra questão importante é o fato das pessoas se sentirem muito ansiosas ao desconfiarem que os outros estão percebendo sua falta de segurança. Para esses casos, a sinceridade talvez seja a solução. Diferentemente do que foi dito acima, nestes casos alivia muito sermos francos o suficiente para confessar ao outro estarmos sentindo grande ansiedade neste momento. Isso demonstra, ao lado da confissão de nossa ansiedade, uma coragem compensatória ao termo liberdade em anunciar estarmos sim "nervosos". Esse aspecto de nossa personalidade pode nos fazer parecer altamente confiáveis aos demais.

Normalmente, o esforço para dissimular um "nervosismo" acaba por gerar grande tensão emocional, muitas vezes com repercussões físicas, tais como dores de cabeça, de estômago, na nuca, tontura, falta de ar, etc., e até sensação de desmaio nos casos mais sérios.

A insegurança também deve ser abordada por duas medidas principais. Tal como a auto-estima baixa, a insegurança deve ser abordada de forma comportamental e medicamentosamente. Comportamentalmente devemos pensar no desempenho de nosso papel social. Parecer que estamos com fome pode resultar mais em comida que estarmos com fome sem parecer, parecer que somos honestos rende mais crédito que sermos honestos sem parecer.

Os papéis sociais têm muito a ver com nossa linguagem corporal. A maneira como sentamos, como ficamos de pé, como olhamos as pessoas nos olhos, como somos generosos com sorrisos e atitudes amigáveis, enfim, como cuidamos de nossa empatia pessoal é fator decisivo para transmitir uma imagem segura de si e, conseqüentemente, nos sentirmos realmente seguros.

Ainda na questão comportamental, nosso discurso não deve conter frases tais como, "...não posso..., nunca vou conseguir..., não adianta..." Negatividade atrai negatividade, assim como positividade atrai positividade. Frases mais positivas, tais como "...tenho certeza de ... farei o possível...sou muito bom em..." ajudam a melhorar a segurança transmitida e, conseqüentemente, a sensação de segurança pessoal.

De um modo geral as coisas boas não costumam cair do céu em nossa cabeça, precisamos conquistá-las com algum esforço pessoal. A questão do pessimismo e do otimismo é mais ou menos assim. Temos que dedicar um certo esforço para pensar otimistamente. A pessoa otimista sente-se muito mais relaxada mental e fisi-camente. Com otimismo confiamos mais em nossa própria capacidade. Mesmo que as coisas nem sempre dêem certo só porque somos otimistas, pelo menos estará preservada nossa auto-estima.

Já vimos como sentir-se (e conseqüentemente agir) de modo negativo leva os outros a considerá-lo carente de auto--estima. Bem, felizmente o oposto é verdadeiro. Se você passa a impressão de uma pessoa confiante e otimista, os outros vão tratá-lo como tal. Em vez de um círculo vicioso, você criará um círculo benéfico.

Além de trabalhar os pensamentos e sentimentos, cuide para que sua aparência transpire auto-confiança; e você começará a confiar em si próprio cada vez mais. A primeira medida a adotar é uma linguagem corporal assertiva. A seguir preste atenção na al-tura e na entonação da voz.

Retirado em partes do http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=317&sec=35